micro pensamentos de hoje, ontem e anteontem

1- Iluminação lateral – a iluminação tem que ser feita pelas lateriais de maneira que não reflita no fundo, onde a imagem está sendo projetada. Isto também vai dar mais volume aos objetos que serão gravados ao vivo, sem interferir na projeção.

2- A entrada do espectador dever ser feita pelo eixo da câmera de forma que a imagem seja projetada nas costas do espectador, quando este atravessa a sala e passa na frente da imagem. No começo imaginamos que a entrada deveria ser feita pelas laterais do sofá para, exatamente, não interferir na projeção. Mas a partir dos resultados do lab na Nuvem, percebeu-se que a interferência do espectador na projeção é um elemento importante.

3- Percebemos que a diferença entre os fantasmas de dias diferentes vai diminuindo quanto mais longe for a gravação. Enquanto na projeção do dia anterior a diferença entre o que é ao vivo e o que é projetado é clara, nas projeções da segunda e da terceira geração os fantasmas começam a se embaralhar. Você já não sabe se eles são de ontem, anteontem ou de três dias atrás, ou até se eles são do mesmo dia. Você só percebe que estes fantasmas são de dias diferentes, quando as projeções se sobrepõem. Se as projeções por acaso não se cruzarem, fica praticamente impossível saber qual foi gravada primeiro. Achávamos que essa diferença entre os fantasmas dos dias anteriores seria maior. Mas é interessante esta percepção, porque faz um paralelo com a nossa memória, que também confunde a ordem dos fatos, quanto mais longe eles estiverem.

SofaR away

4- Pensamos que a Acarolândia pode ser um bom lugar para começarmos os testes de projeção/gravação dentro de um ambiente com iluminação controlada e um sofá de testes. Precisamos de um lençol branco e usaremos a nossa câmera do Tá Tudo Bem #1.

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Diálogos do Sofá

Paola: Acabei de fazer um teste com três gerações de imagem: 1 – paola live; 2 – paola projetada e fredera live;  3 – paola projetada dentro de fredera projetado e bruno live;

Não continuei mais pois percebi que:

1 – não vale a pena continuar os testes sem ter uma condição de luz uniforme sobre o sofá. tinha um lado mais claro que o outro, o lance tem que estar equilibrado para fazer muitas e muitas gerações. E 2 minutos é o suficiente pra um lab, não precisa mais que isso.

2 – lembrei de você falando sobre a luz azul do projetor ser ruim. E o que aconteceu neste teste? A cada nova projeção ia azulando mais e mais. Não sei se é a lâmpada do projetor… Se é a temperatura de cor da luz na imagem projetada… temos que detectar de onde vem o azul e ver como vamos resolver (precisamos de um fotógrafo conosco nestes testes). Incluir um filtro na programacao que a cada projeção tira este coeficiente azul?

3 – É bom ter objetos para as pessoas manipularem. Livros, almofadas, uma jarra com água… ontem conversamos sobre o que sofá evoca nas pessoas e tem muito esse lance de estar casa, de ser de casa, o lugar da familia, colo, carinho, aconchego. pensei em fazer um sofazão branco e tudo em volta branco. Branco sobre branco.

Caito: Vamos lá:

1 – Acho que esse é o ponto central do estudo por agora, porque a parte teórica e seus desdobramentos sobre a memória e tal, já está muito bem encaminhada. O lance agora é tecnicamente resolver esta questão real das múltiplas projeções e gravações para que esteticamente o sofá também nos emocione tanto quanto as reflexões que fazemos sobre ele. Essa parte é tudo que não sabemos tanto, então no começo vai parecer esquisito e temos que testar e estudar isso pra chegar no resultado que nos satisfaça. Concordo que dois minutos é suficiente para um lab. E podemos fazer dias de labs com equipamentos distintos como você sugeriu.  E também que temos que começar a definir padrões mínimos para o estudo. Ambiente com luminosidade controlada, projetor e camera adequados, sofá na cor adequada e isso teremos que definir e realizar. O que é mais adequado? Acho que a primeira variável que podemos eliminar é a do ambiente, escolhendo um local para testes onde podemos mexer na luminosidade, com paredes brancas e espaço para o sofá e os equipamentos de projeção e gravação. Outra vertente será a de conseguir apoio para termos a disposição equipamentos de projeção e gravação diferentes. Será que aqueles seus parceiros de projeção, aquela firma que você usa quando vai projetar em teatros não pode nos ajudar? Seria legar podermos testar, sem comprar, projetores de marca, lente, lâmpada e luminosidade distintos. O mesmo com a camera. Vou tentar ver isso por aqui também.

2- Concordo total na presença de um fotógrafo conosco. Acho que já podemos sondar a galera e apresentar o projeto e pontos de estudo. Sobre o azul nas projeções, o que mais me incomodava era a diferença que o tom provocava na percepção da realidade. O azul sempre “entregava” que era uma projeção e talvez a soma, da soma, da soma desse azul pode ser um problema. Mas não sei dizer se era só a temperatura de cor do projetor, ou se toda a projeção é assim, ou resultado da luz em determinado anteparo, ou porque os ambientes escuros limitam nossa percepção de cor, sei lá, será que a projeção poderia passar por algum filtro fisico? Porque o cinama projeta com fidelidade total? Porque é luz que atravessa a película? Isso não pode ser de certa forma copiado? Será que há algum filtro físico para isso? O cinema digital da indústria consegue projetar com alta qualidade, mas são projetores muito muito caros? São as questões que temos na frente. Acho que a sensação é a de vermos uma tela de LED, com cores brilhantes e alto contraste, ao lado de uma imagem projetada, com aquele projetor de 3000 ansi lumen,  azulada e sem definição. São dispositivos diferentes e vão dar resutados diferentes, mas como caminhar de um para o outro. Será que não há equipamentos/métodos/filtros para alcançarmos a qualidade de imagem de uma TV de LED? Devemos investigar os projetores. Qual projetor nos dárá mais fidelidade? E em relação a camera? Qual a camera nos dará mais fidelidade de gravação? E porque a soma das imagens, (gravação live + projeção + gravação da projeção + projeção da gravação da projeção + …) vai gerando esse “ruído” visual?  Acho a idéia de incluir um filtro na programação bem interessante. Vale a pena investir. Talvez dentro daquela idéia de contribuição para a sociedade :). E é aquilo, estamos trabalhando com uma espiral, se há um coeficiente de erro na primeira geração de imagem, esse coeficiente de erro irá aumentar a cada nova volta da espiral, resultando talvez numa bolo sem definição no final. Se conseguimos diminuir esse coeficiente a quase zero na primeira gravação, na primeira projeção e na primeira gravação da projeção, então teremos mais tempo de vida util das imgens. Mais o sofá do dia anterior perdurará.
3- Acho muito bom isso de termos objetos no sofá a disposição! Poderíamos escolher alguns e começar a testar a sua “eterna” presença ao longo dos dias, podem gerar coisas interessantes. Imagine que ninguém visite o sofá, mas há, como você disse uma jarra de água lá. Esta jarra ficará no mesmo lugar, sendo gravada e sendo projetada sobre si mesma. Quase como se estivesse lutando para permanecer no video, sofrendo projeções de si mesma todos os dias e somando todas as suas jarras anteriores a cada nova gravação, quase como seu gato na janela. Se alguem mudá-la de lugar, ela se multiplicará, deixando uma jarra antiga que vai sumindo enquanto a nova jarra se fixa na imagem em outro lugar. Estes objetos inclusive vão ajudar a percepção do tempo da obra, mesmo que não haja ninguém projetado no momento da visita. Sobre o branco, gosto muito da idéia! Tudo branco. Acho que isso vai facilitar a projeção e a percepção da projeção, até porque  a cor do sofá sendo neutra vai eliminar sua influência na temperatuda de cor da imagem projetada e gravada. Acho um bom começo.

Conversando sobre o Sofá na hora do jantar

“Em Maceió tem sofá na rua, as pessoas ficam ali sentadas.”

“Em Barcelona teve aquela “Oficina de Nada”, os sofás foram para a rua, para as pessoas ficarem ali, sentadas, conversando.”

“Ponto de venda de drogas também costuma ter sofá.”

“Minha gata destruiu o meu sofá.”

“Lembro daquela cena incrível, com Fred Astaire?”

Diálogos sobre o Sofá

Paola: por definição, o sofá é um móvel que deve acomodar mais de uma pessoa. desta forma, a ocupação deste espaço que oferecemos deverá sempre levar em consideração a interação com os outros visitantes da instalação, e não apenas os antecessores, mas sobretudo a potencial interação c/ os posteriores. o vistante estará sempre num lugar entre o arquivo passado e os arquivos futuros.

Caito: Eh legal isso, porque as pessoas quando vao se sentar num sofa ja ocupado, devem levar em consideracao aqueles que ja estao sentados. No caso, o lugar pode estar sendo ocupado por uma projecao de uma pessoa, o que implica em outras interacoes. Duas pessoas podem ocupar o mesmo espaco desde que em tempos diferentes.

copy&paste etimologia sofá

sofa

The word “sofa” has Semitic origins. From the Online Etymology Dictionary:

1625, “raised section of a floor, covered with carpets and cushions,” from Turk. sofa, from Ar. suffah”bench.” Meaning “long stuffed seat for reclining” is recorded from 1717.

The American Heritage Dictionary has a similar etymology:

Turkish, from Arabic suffa, carpet, divan, from Aramaic sippa, absolute form of sippeta, mat

It then goes further, and describes the connection to the root צפפ :

ENTRY: spp.

DEFINITION: Also spsp and swp. To press down, cover, overlay. a. sofa, from Arabic suffa, sofa, from Aramaic sippa, absolute form of sippeta, a mat, perhaps akin to sippa, suppa, carded wool; b. Sufi, from Arabic sufi, (man) of wool, from suf, wool, perhaps from Aramaic sippa, suppa, carded wool (see above). Both a and b perhaps from Akkadian suppu, solid, massive, compacted (textile), verbal adjective of suppu, to press down, rub down a horse, derived stem of sâpu.

According to this theory the Hebrew roots צפצפ (meaning “to press”, the root meaning “to twitter, whistle” is not related) and צפפ (“to press, crowd”) are related to the word tzuf צוף – “bundle of wool” (which is not related totzuf meaning “honeycomb” or צוף meaning “to float”).

Jastrow connects these roots as well, and provides us with an example of the Aramaic cousin of “sofa”:

Brachot 25a: חזו הני ציפי דבי רב דהני גנו והני גרסי “look at the mats (tzifei) in the school house, some sleep thereon, while others are studying”

So if the root of “sofa” is with a tzade, why is the Hebrew word ספה sapa?

It seems to be a (mis)reading of Shmuel II 17:28:

מִשְׁכָּב וְסַפּוֹת וּכְלִי יוֹצֵר – “couches, sapot and earthenware”

Most sources interpret sapot as basins. According to Klein, the singular is saf סף (Shmot 12:22, Malachim II 12:14), but we do find sipa ספה for basin in Rabbinic Hebrew.

So why did sapa come to mean sofa? According to Klein and Stahl, this is due to the resemblance between the two words, and the proximity of sapot to mishkav in the verse above.

However, Kaddari in his new dictionary says that sapot does mean something to lie on, and is related to a different meaning of saf סף – “threshold”.

residencia sofa do dia anterior

notas testes 22/01

– o projetor deve ficar alto. assim a sombra do corpo em cena  interfere menos sobre a imagem projetada/captada.

– o feedback da imagem ao vivo seria outra historia, mas a nossa questão aqui é justamente a relação com o arquivo do dia anterior e não com o sinal live.

– e o som, me perguntam? acho que não há arquivo de som. mas vamos ver.

– primeira tarefa da residência: gravar cenas de momentos sobre o sofá, individualmente, constituindo um banco de imagens.