Tá tudo bem no Parque das Ruínas

Tá tudo bem #1, ainda com o banco de dados Os Inocentes, reabre para visitação no Parque das Ruínas, no Rio de Janeiro, como parte do circuito arte.mov. Em montagens futuras a intenção é produzir bancos de imagens relacionados aos contextos específicos do espaço de exposição, mas aqui o prazo urge! Segue o serviço.

4a. feira dia 29/02 – Abertura – de 19h às 22h

5a 01/03 e 6a. 02/03 de 10h as 22h

sábado de 10h às 16h

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Conversando sobre o Sofá na hora do jantar

“Em Maceió tem sofá na rua, as pessoas ficam ali sentadas.”

“Em Barcelona teve aquela “Oficina de Nada”, os sofás foram para a rua, para as pessoas ficarem ali, sentadas, conversando.”

“Ponto de venda de drogas também costuma ter sofá.”

“Minha gata destruiu o meu sofá.”

“Lembro daquela cena incrível, com Fred Astaire?”

residencia sofa do dia anterior

notas testes 22/01

– o projetor deve ficar alto. assim a sombra do corpo em cena  interfere menos sobre a imagem projetada/captada.

– o feedback da imagem ao vivo seria outra historia, mas a nossa questão aqui é justamente a relação com o arquivo do dia anterior e não com o sinal live.

– e o som, me perguntam? acho que não há arquivo de som. mas vamos ver.

– primeira tarefa da residência: gravar cenas de momentos sobre o sofá, individualmente, constituindo um banco de imagens.

Pós uma coisa é pré outra

Festival de Cultura Digital foi incrível, mas como disse o Brunov, tinha que durar mais!

Lamento não ter tido a presença de espírito de agitar a ida da Caixa Preta para o pilotis do MAM… nós a desmontamos no Glauce Rocha no mesmo dia em que o Festival começou, teria sido lindo e mui oportuno colocá-la lá…

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Trocando impressões com alguns amigos que estavam no MAM, ao descrever o projeto ouvi dois comentários ótimos que reproduzo aqui, de cabeça, com minha traiçoeira memória, que lembra como quer, do que quer:

Fernanda: Interessante pensar em uma imagem que se furta ao olhar. Neste mundo de visibilidades frequentemente tão expostas é oportuna e intrigante esta proposta.

Lucas: Curioso que normalmente o trabalho com sensores estimula o espectador a ser um interator, e procurar o sensor. Neste caso a obra se dá na não-relação com o sensor.

Mãos à obra agora para editar a documentação deste primeira experiência, visando novas e aperfeiçoadas montagens da Caixa. Na paralela corre a conceituação da proposta do Sofá.

Ecos daquela caixa, por Cristiana Grumbach

A imagem que reage a minha presença, que me devolve meu olhar, que me faz voraz do que me é interdito – justo eu que sempre fui tão invisível, justo eu que já não olho de tanto ver. E é a presença desse meu corpo, justo e preciso, que não me deixa ver tudo. Preciso esconder meu corpo para tentar. Aliás, “tudo”? De onde me veio a idéia de que tudo está à mostra e pode ser visto? E se fosse, ainda assim eu saberia?